Princípios
Os princípios do Pulso não são slogans — são critérios de decisão. Quando há dúvida sobre como implementar algo, esses princípios ditam a resposta.
1. Clareza sobre ornamento
Cada elemento visual existe para comunicar algo. Se não comunica, não existe.
- ❌ Gradientes decorativos sem função
- ✅ Cores semânticas que indicam status
- ❌ Sombras profundas por estética
- ✅ Elevação para indicar hierarquia
2. Ação sobre decoração
A interface é uma ferramenta de trabalho, não uma vitrine. O usuário está em situação de crise — precisa agir rápido.
- Botões de ação são visíveis e claros
- Estados de loading dão feedback imediato
- Atalhos de teclado para ações frequentes
- Confirmação antes de ações destrutivas
3. Dados primeiro
O conteúdo dita o layout, não o contrário. As métricas de crise são o protagonista.
- Números grandes e legíveis (tabular-nums, mono)
- Deltas visíveis ao lado das métricas
- Gráficos quando ajudam, decorativos quando distraem
- Tabelas densas para quem compara dados
4. Status visível
O usuário nunca deve se perguntar “qual é o estado disso?”.
- Badges de status em todo lugar relevante
- Cores semânticas consistentes (delta tokens)
- Indicadores de loading em toda operação assíncrona
- Mensagens de erro claras e acionáveis
5. Consistência contextual
O mesmo padrão gera a mesma expectativa em todo o produto.
- Mesmo badge de “Ativa” em toda a aplicação
- Mesmo ícone de “deletar” em todo lugar
- Mesmo padrão de formulário para criar/editar
- Mesmo empty state para dados ausentes
6. Acessibilidade como requisito
Não é feature, é baseline.
- Contraste mínimo AA em tudo
- Focus ring visível em tudo que é interativo
- Keyboard navigation em tudo
- Screen reader labels em tudo
7. Densidade contextual
A interface se adapta ao contexto de uso:
- Dashboard: densidade média — scan rápido
- Tabelas: alta densidade — comparação de dados
- Forms: baixa densidade — foco e precisão
- Alertas: máxima visibilidade — ação imediata
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